A moralidade e a Mulher: “Nenhuma mulher merece, nem mesmo aquelas de quem não gostamos”.
Claudio Antunes Boucinha1
Introdução
Escândalos políticos fazem parte da política brasileira. Existem categorias de escândalos.
"A esfera do desvio é uma reafirmação do consenso em torno de determinadas normas sociais. Os agentes situados nessa esfera serão enquadrados de maneira negativa: assassinos, pedófilos, corruptos e criminosos de toda espécie se situam nessa esfera. O problema da zona do desvio é que pessoas inocentes podem ser caracterizadas como desviantes quando não há provas consistentes para provar tais acusações, tal como no caso da Escola Base [Um grupo de mães acusou donos de colégio paulista de abusarem sexualmente de seus filhos. A escola foi fechada, além do estabelecimento ter sido alvo de vandalismo de pessoas revoltadas com o suposto crime. Nenhuma prova foi apurada contra os donos da escola, mas os suspeitos não conseguiram reconstruir suas vidas], ou quando movimentos sociais são caracterizados como instâncias responsáveis por destruírem a ordem através de passeatas e outras manifestações. A artesã Maria do Socorro, como discutido anteriormente, foi enquadrada dentro dessa esfera ao ser tomada apenas como alguém corruptível. (…) O regime econômico ideal para os jornalistas, de acordo com Gans (1980, p.462), seria o capitalismo responsável. O crescimento econômico, nessa visão econômica, é sempre um fenômeno positivo a não ser que acarrete consequências como inflação, poluição do meio ambiente, destruição de um lugar historicamente conhecido, ou desemprego de artesãos(ãs). O pastoralismo de cidade pequena (small town pastoralism) é um ideal de vida tranqüila, ligado às cidades pequenas, acentuando virtudes como a segurança oferecida por essas localidades, o contato entre vizinhos, o ar menos poluído, a tranquilidade e outras características ligadas a essas regiões. “Essa visão pode ser substituída por um valor mais geral, um respeito sustentado pela tradição de qualquer tipo, salvo as que contenham discriminação contra minorias raciais, sexuais ou de outros tipos” (GANS, 1980, p.50, tradução nossa). (…) O escândalo político pode ser dividido em três categorias de acordo com Thompson (2002, p.154 – 155): o escândalo político sexual, que envolve revelações de transgressões morais ocorridas no âmbito da vida privada do agente; o escândalo político-financeiro, que envolve desde uso de recursos financeiros públicos até o envolvimento em atos financeiros ilícitos fora da vida política; e o escândalo político de poder; que é considerada a forma pura de escândalo político, pois envolve a transgressão de regras do campo político para conquistar o poder. O escândalo estudado neste trabalho se enquadra nessa última categoria, pois os suspeitos de envolvimento teriam usado recursos públicos, no caso a estrutura de segurança estadual para influir na disputa de poder eleitoral. Os outros dois tipos de escândalo não são privilégio do campo político. Celebridades e jogadores de futebol podem ser acusados de assédio sexual, ser clientes de redes de prostituição, ou podem mesmo sonegar impostos e se envolver em negociatas. Banqueiros e Industriais também podem efetuar manobras financeiras ilícitas. Mas o escândalo de poder é uma perversão das disputas no interior do próprio campo político em sociedades democráticas.
'Escândalos do poder revelam atividades secretas e formas ocultas de poder que divergem das normas e procedimentos que supostamente deveriam regular a competição pelo, e o próprio exercício do poder político. Essas normas e procedimentos são muitas vezes incorporados à estrutura constitucional dos estados modernos, tanto explicitamente na forma de leis, como implicitamente a forma de práticas institucionalizadas. Por conseguinte, do mesmo modo que os escândalos financeiros na esfera política, os escândalos do poder estão geralmente ligados à instauração de processo legal ou à ameaça dele'. (THOMPSON, 2002, p.1553)
A questão que se coloca é “como caracterizar o caso apresentado como um escândalo político?”. O escândalo é um ato que envolve uma transgressão moral capaz de suscitar uma resposta pública. Escândalos políticos são ofensas morais mais particularizadas por envolverem indivíduos que atuam dentro do campo político. Existem três tipos de escândalos políticos: os sexuais, que envolvem condutas sexuais consideradas imorais numa determinada época e sociedade; os econômicos, que pressupõem transações financeiras ilícitas com dinheiro público ou não, e o escândalo político de poder. Por quebrar as regras que regem as disputas dentro do campo político, este último tipo é considerado o escândalo político puro (THOMPSON, 2002, p.239) e é o tipo de transgressão observada no caso Maria do Socorro. O fato analisado se tornou escandaloso não apenas por transgredir uma norma moral do campo político, mas por ter vindo a público, sendo potencializado pelo fato de ser publicado por um meio de comunicação de massa, tornando o fato disponível a uma pluralidade de indivíduos dispersos no tempo e no espaço, transformando-o em um escândalo político midiático (THOMPSON, 2002, p.103)". 4
A questão é que, ao dar realce aos escândalos, até onde isso não significa se adotar normas morais ditas provincianas, que só ajudam a alimentar preconceitos, discriminações, intolerâncias? Afinal, o que é ser livre? Quais são os limites, se é que existem? O que é normal? Muitos dirão que tem as respostas prontas. Mas, sabe-se os que se consideram os mais moralistas, são os mais hipócritas.
"No final da década de 60, muitos jovens substituíram os temas políticos pelo tema da liberdade individual. A repressão a ser combatida deixou de ser a repressão do regime militar e passou a ser a repressão sexual, a repressão familiar, a repressão internalizada em cada indivíduo. Este anseio por liberdade sexual parece ter sido um elemento importante para a transformação de Leila Diniz em um símbolo de mulher revolucionária. (…) Leila, em tempos de repressão, protestou contra a censura dizendo que era algo burro, ridículo, cretinice. Negou todos os valores em jogo no campo artístico ao afirmar que escolhia o trabalho pela “patota”, pela diversão e para ganhar dinheiro. Enfatizou que sua carreira estava subordinada a uma opção existencial que valoriza o prazer e recusa a dicotomia entre trabalho e vida pessoal. Colocou-se contra uma concepção do trabalho como sacrifício e mostrou que o encarava como um exercício lúdico. Defendeu a sua condição de sujeito do próprio corpo, recusando o papel de objeto do desejo e do poder masculino. “A mim, nunca quiseram, porque eu mando logo tomar no (*). Quando eu quero, vou com o cara. Comigo não tem esse negócio de querer, não”. Falou das “cantadas” que recebia e reconheceu que carregava o estigma de mulher promíscua em função de uma imagem criada a partir de suas entrevistas. Mas, disse, “eu tiro de letra. Eu me entendo com todo mundo, com toda a patota”. Ela contou que deixou de ser virgem aos 15 anos e que, desde então, teve uma vida sexual intensa e livre. “Casos mil; casadinha nenhuma. Na minha caminha, dorme algumas noites, mais nada. Nada de estabilidade”. Disse que achava “bacana” fazer amor todas as noites e que já teve experiências de “8 ou 12” relações sexuais em uma mesma noite. Disse, também, que já amou muito uma pessoa e foi para a cama com outra, e que era contra o amor possessivo. (…) Ao exibir na praia sua barriga grávida, Leila demonstrou que a maternidade sem o casamento não era vivida como um estigma a ser escondido, mas como uma escolha livre e consciente. Demonstrou que não respeitava o modelo tradicional de esposa e mãe e o fazia sorrindo, à luz do sol, à vista de todos. Não só engravidou sem ser casada como exibiu uma imagem concorrente à grávida tradicional que escondia sua barriga. A barriga grávida materializou, corporificou, seus comportamentos transgressores. A barriga objetivou as práticas consideradas desviantes, que antes eram tornadas públicas por ela por meio da palavra. Leila fez uma verdadeira revolução simbólica ao revelar o oculto – a sexualidade feminina fora do controle masculino – em uma barriga grávida ao sol. Leila Diniz inventou uma nova forma de ser mãe e mulher. Janaína nasceu no dia 19 de novembro de 1971". 5
É comum ouvir-se história de mulheres envolvidas com políticos ou com homens ricos6.
Quando saímos da análise da “letra da lei” e partimos para uma reflexão sobre os agentes que operam as regras, conseguimos ter mais respostas. Afinal, leis não se operam sozinhas. No caso das decisões políticas, o processo de tomada de decisões é organizado pelos partidos políticos, que são entidades que “organizam o trabalho político”. E os partidos brasileiros são majoritariamente controlados por figuras tradicionais que não abrirão mão dos seus domínios. Essas pessoas são, como não nos surpreende, homens (majoritariamente brancos e ricos).7
Essas mulheres que se envolvem com homens brancos e ricos, acabam por ser questionadas por terem um comportamento liberal com relação a sexualidade.
Por fim, observamos também que, por mais que o Dicionário de Gírias busque este efeito de neutralidade, este é quebrado no exemplo dado ao produzir uma equivalência entre “piranha”, termo frequentemente usado para designar mulheres com uma conduta sexual mais liberal (comportamento fortemente condenado socialmente) e “maria gasolina”, produzindo assim uma apreciação de valor sobre a expressão. Esta apreciação aparece também no exemplo do dicionário informal ao utilizar o verbo “pegar” que marca mais fortemente uma relação entre homens e mulheres sem qualquer envolvimento amoroso. (…) Vemos assim funcionar um enunciador universal que apaga este lugar social do Locutor, produzindo um dizer que é o dizer da ciência, submetido à relação de verdadeiro ou falso. Entretanto, observamos que este dizer sustentado no discurso da ciência “neutra” é rompido nos exemplos que aparecem nos verbetes. Vemos então nestes enunciados funcionar um outro lugar de dizer que não é mais o da ciência, mas o de um consenso. Temos assim nos exemplos a presença de um enunciador genérico, pois já não é mais a ciência que diz, mas um “todos” para o qual não se pode mais identificar a origem. Através deste lugar de dizer, vemos aparecer questões como o preconceito de gênero, por exemplo, ao se produzir a equivalência entre maria gasolina e piranha ou ainda de classe, ao se marcar determinado modo de falar como característico de um grupo social como o uso de tadim por tadinho, para marcar a fala do pobre, designado pela expressão. 8
A grande questão é moral. Mas isso não é tudo. A moral também é um terreno, um campo, uma área de ambiguidades. Por isso que se fala de “moral de cuecas” ou moral hipócrita.
“Os movimentos Me Too9 e Time’s Up10 conseguiram desmascarar muitas violências contra mulheres”. (…) “Apesar de ter sido Carlson quem iniciou o processo contra Ailes, é em Megyn Kelly (Charlize Theron) que o filme se foca. A jornalista, uma das grandes âncoras da Fox News, passa por diversos conflitos morais durante todo o filme”. (…) “É somente quando Carlson se posiciona publicamente contra Ailes que Kelly, após se assegurar de que mais mulheres da redação também haviam sido assediadas pelo CEO da emissora, decide denunciá-lo também, entrando no processo e dando mais peso e veracidade a uma ação que, não fosse pela união feminina, provavelmente teria sido perdida, já que homens ricos frequentemente estão acima da lei”. (…) “Ela também se descobre atraída por uma mulher, sua colega de trabalho, Jess (Kate McKinnon), mas não consegue nem considerar que seja lésbica ou bissexual, já que sua moralidade não permite”. (…) Para além do problema da cena em específico, existe também uma narrativa que tenta convencer o público de que as três mulheres, Carlson, Kelly e Kayla, são merecedoras de justiça e de respeito, apesar de serem conservadoras e antifeministas. Elas são jornalistas conservadoras, de direita e que declaradamente consideram o feminismo uma bobagem, mas o esforço do filme em dizer que apesar disso elas merecem solidariedade e respeito não deixa de ser problemático. Em determinada cena, Carlson está num supermercado quando uma mulher lhe trata com hostilidade por ela ser âncora do maior canal de extrema-direita do país e uma apoiadora de Trump e sua turma. Nisso, a jornalista responde que o valor de uma pessoa pode ser medido por como ela trata outras de quem discorda. Existe uma ambiguidade moral muito forte nessa fala sobre a qual tenho minhas muitas questões, mas o ponto é que esse é mais um exemplo de como o filme força uma simpatia pelas personagens principais, dizendo que elas merecem ser tratadas com dignidade apesar de serem conservadoras e parte da máquina do quarto poder que colocou Trump na Casa Branca. Ao fazer isso, o filme nos passa a mensagem de que ser assediada sexualmente não é o suficiente. A mulher precisa ser uma boa pessoa, caso contrário, ela merece, a nível intuitivo, o que acontecer com ela. Sim, aquelas jornalistas estão do lado errado da história. Não, não é por isso que elas merecem ser assediadas, estupradas ou humilhadas em seu ambiente de trabalho. Nenhuma mulher merece, nem mesmo aquelas de quem não gostamos. (…) O que O Escândalo nos mostra é que é difícil lutar contra um padrão quando seu emprego depende disso. O padrão pode ser estético, sexual, moral. Seja ele qual for, é bem comum relevarmos comportamentos inapropriados, agressivos e assediadores em nome de um salário e de estabilidade. Ainda assim, ele erra feio ao fazer isso sem dar o devido peso ao que aconteceu com as jornalistas da Fox News. O problema de O Escândalo reside em ser uma história sobre mulheres assediadas contada por homens. 11
Por isso, devagar com o andor, ao levantar o dedo e apontar. Cautela e caldo de galinha, não faz mal a ninguém. Ao pretender fazer justiça com as próprias mãos, acabar-se-á criminalizando a mulher, em nome de preconceitos nada justos.
1Mestre em História do Brasil (PUCRS). Licenciado em História (PUCRS).
2GANS, Hebert J. Deciding What’s News: A Study of CBS Evening News, NBC Nightly News, Newsweek and Times. New Work: Vintage Books Edition, 1980.
3THOMPSON, John B. Mídia e Modernidade. Petrópolis: Vozes, 1998.
___________, Jonh B. O Escândalo Político: Poder e Visibilidade na Era da Mídia. Petrópolis: Vozes, 2002.
4Figueiredo Sobrinho, Carlos Peres de O caso “Maria do Socorro”: escândalo político, imprensa e eleições / Carlos Peres de Figueiredo Sobrinho. – Recife: O Autor, 2009. 232 folhas. : il., fig., gráf. Dissertação (mestrado) – Universidade Federal de Pernambuco. CAC. Comunicação, 2009. Inclui bibliografia e anexos. UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO. CENTRO DE ARTES E COMUNICAÇÂO. PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM COMUNICAÇÃO. Carlos Peres de Figueiredo Sobrinho. O Caso “Maria do Socorro”: Escândalo Político, Imprensa e Eleições. Texto apresentado ao Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco como requisito parcial para a obtenção do título de mestre em Comunicação Social. Fevereiro, 2009. https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/3021/1/arquivo1880_1.pdf
5Leila Diniz (1945-1972). mirian goldenberg. MIRIAN GOLDENBERG Doutora em Antropologia Social pelo Programa de Antropologia Social do Museu Nacional-Universidade Federal do Rio de Janeiro (1994). Professora Titular do Departamento de Antropologia Cultural e do Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Pesquisas na área de Antropologia Urbana, com ênfase em Gênero, atuando principalmente nos seguintes temas: gênero e desvio, conjugalidade, sexualidade, infidelidade, corpo e envelhecimento. Autora de “A Outra”; “Os novos desejos”; “Nu & Vestido”; “De perto ninguém é normal”, “Toda mulher é meio Leila Diniz”, “A arte de pesquisar”, “Infiel: notas de uma antropóloga”; “O corpo como capital”; “Coroas: corpo, envelhecimento, casamento e infidelidade”; “Noites de insônia: cartas de uma antropóloga a um jovem pesquisador”; “Por que homens e mulheres traem?”, “Intimidade”; “Corpo, envelhecimento e felicidade”, “Tudo o que você não queria saber sobre sexo”, “A bela velhice”, “Homem não chora. Mulher não ri”, “SeXo”. Colunista do jornal Folha de São Paulo desde 2010. Site/E-mail: www. miriangoldenberg.com.br/ miriangg@uol.com.br . Assis, Maria Elisabete Arruda de; Santos, Taís Valente dos (Org.) Memória feminina: mulheres na história, história de mulheres / Maria Elisabete Arruda de Assis; Taís Valente dos Santos. – Recife: Fundação Joaquim Nabuco, Editora Massangana, 2016. https://www.museus.gov.br/wp-content/uploads/2019/06/Memoria-feminina-mulheres-na-historia-historia-de-mulheres.pdf
6https://exame.com/carreira/os-escandalos-abalaram-carreira-profissionais/ . https://gente.ig.com.br/fofocas-famosos/2017-05-05/escandalos-sexuais-dos-famosos.html . https://noticias.uol.com.br/internacional/listas/top-10-escandalos-sexuais-politicos.jhtm . https://br.sputniknews.com/fotos/2018012810385396-escandalos-sexucais-politica-trump-fotos/ . https://brasil.elpais.com/brasil/2017/07/10/fotorrelato/1499693045_777367.html . https://revistamonet.globo.com/Listas/noticia/2019/12/traicao-suborno-assedio-os-maiores-escandalos-de-hollywood-em-2019.html . https://br.blastingnews.com/curiosidades/2017/05/os-5-escandalos-sexuais-mais-famosos-entre-as-celebridades-001690121.html . https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/historia-hoje/luxuria-e-fama-cafetina-dos-famosos-de-hollywood.phtml
7O que são as cotas para mulheres na política e qual é sua importância?13 DE SETEMBRO DE 2018. Por Danusa Marques [Danusa Marques é professora-adjunta do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília e pesquisadora do Demodê – Grupo de Pesquisa sobre Democracia e Desigualdades. É doutora em Ciência Política pela Universidade Federal de Minas Gerais. Atualmente é diretora regional centro-norte da Associação Brasileira de Ciência Política (gestão 2017-19)]. http://www.generonumero.media/o-que-sao-as-cotas-para-mulheres-na-politica-e-qual-e-sua-importancia/ .
8LÍNGUA, LITERATURA E ENSINO, Outubro/2011 - Vol. VI “ERA MARIA VAI COM AS OUTRAS; MARIA DE COZER, MARIA DE CASAR”[Trecho retirado da música “Maria vai com as outras” de Toquinho e Vinícius de Moraes]: UM ESTUDO ENUNCIATIVO SOBRE A DESIGNAÇÃO GENÉRICA PRODUZIDA A PARTIR DE NOMES PRÓPRIOS Danusa Lopes BERTAGNOLI. Professora Responsável: Mónica Graciela Zoppi Fontana. “Este trabalho tem como objetivo apresentar parte do estudo [Este trabalho é parte da monografia/iniciação científica de mesmo título, que vem sendo desenvolvida desde fevereiro de 2011, no Instituto de Estudos da Linguagem (IEL)/Unicamp, sob orientação da Profa. Mónica Graciela Zoppi-Fontana. A iniciação científica tem o apoio financeiro da Fapesp (Processo nº 2010/ 17344-6)] que temos desenvolvido sobre algumas expressões do português brasileiro construídas a partir de nomes próprios considerados corriqueiros, como Maria e José (Zé), para se referir a determinados “tipos de pessoas” ou comportamentos sociais. Nossa análise foi feita a partir de dois procedimentos. Inicialmente apresentaremos a descrição morfossintática dessas expressões, e em seguida, sua análise semântico-enunciativa, a partir dos processos de reescrituração e do Domínio Semântico de Determinação (DSD), tal como propostos por Guimarães (2007). Apresentaremos a análise de apenas duas, das dez expressões [3No trabalho original, selecionamos as seguintes expressões: maria gasolina, maria chuteira, maria parafina, maria tatame, maria-vai-com-as-outras, zé-ninguém, zé-povinho, zé mané, zé graça e zé ruela] por nós recortadas, uma com o nome feminino Maria e a outra com o nome masculino Zé (José), a saber, maria gasolina e zé ninguém”. https://core.ac.uk/download/pdf/230200279.pdf .
11CINEMA. O ESCÂNDALO: UM FILME SOBRE ASSÉDIO SEXUAL CONTRA MULHERES CONTADO POR HOMENS. MIA SODRÉ. Jornalista e leitora profissional. Sonha em viajar no tempo e quer ser companion da Doctor. Quando não está lendo, escreve sobre clássicos e sobre mulheres na história. Vive em Porto Alegre, onde está há vinte e poucos anos ajudando na entropia do universo. Publicado em 31 de janeiro de 2020. http://valkirias.com.br/o-escandalo/

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