PT, o norte e o Nordeste, Grande Medo, obscenidade da palavra, corpo do povo negro e do índio, Carnavalização do Brasil- I
Cláudio
Antunes Boucinha1
Introdução
A
carnavalização do mundo não é ideia nova. Chegou até hoje, de
maneira subjacente, nos braços da Igreja, que, em parte,
contrariada, tolerou a cultura popular, para conquistar ou manter
certos fiéis que não eram capazes de compreender um Deus
incognoscível. Mesmo com reservas teológicas, dogmáticas, o
carnaval esteve como sombra2
da instituição, que olhava desconfiada, até mesmo com repugnância,
no entanto, que também participava, junto ao povo. Essa mistura,
muitas vezes condenada, serviu para que se criasse o mito de que a
igreja guardava, de forma velada, em alguns de seus símbolos, Sub
rosa3,
a verdadeira sabedoria ou tradição. O carnaval era ou funcionava
como um alter ego4,
autônomo, da igreja.
“O
ponto que aqui se deseja chamar a atenção é que o carnaval não
suplanta os problemas sociais brasileiros que são velados pela ordem
– tais como preconceito racial, preconceito de gênero e
segregação de classe. O que se passa é uma celebração
das próprias possibilidades da estrutura que serve para justificar a
estrutura em si mesma, demonstrando como esta não se sustentaria se
certas liberdades fossem instauradas. Os afrouxamentos que o carnaval
propõe, por permitirem o aparecimento aberto de comportamentos e
fantasias abusivas à moralidade diária, acabam provocando a
confiança na ordem (DaMatta5,
1973, p. 586).
Como aponta DaMatta, a abertura carnavalesca traz à tona toda
uma gama de seres marginais que passam por invisíveis no cotidiano,
ela chama a atenção para tudo aquilo que deve ser escondido da
ordem: “a homossexualidade, o relacionamento ilícito, a
ostentação humilhante do luxo e da riqueza, o ridículo de figuras
importantes e poderosas e o poder e a graça dos habitantes das
fronteiras do nosso mundo social” (DaMatta, 1973). (…)
ponto de vista da antropologia, o carnaval informa o que está velado
pela estrutura, o que se encontra marginalizado e, em grande parte,
silenciado na vida cotidiana. Para DaMatta (‘ibidem’,
p. 48), anjos e santos são seres da estrutura, são os
demônios que dominam o paraíso estabelecido pelo carnaval. (…)
estes mesmos não existem sem que a estrutura esteja à vista para
por eles ser contraposta. Bakhtin lembra que nas diabruras dos
mistérios da Idade Média, nas visões cômicas, nas lendas
paródicas, etc., o diabo é um alegre porta-voz ambivalente de
opiniões não-oficiais, visto como “a santidade ao avesso”
(Bakhtin, 1987, p. 367).
Estas representações da antiestrutura são a porta
para todo um universo múltiplo existente nas margens que, no momento
da ruptura, ganha o seu espaço momentaneamente no centro das
percepções e interações do grupo. Com o objetivo de chamar a
atenção para o estado marginal que evocam, as figuras e tipos
representados no carnaval são (…) extrapolados e exagerados para
enfatizar tudo aquilo que possuem de “impróprio” para a ordem
social estabelecida. Os homens travestidos tomam as ruas, impedem a
passagem dos carros, vandalizam o espaço público, e acabam
por justificar o não reconhecimento do homossexual e da mulher “de
rua” da vida pública brasileira. Cabe aqui apontar a
curiosa contradição de que vendemos a imagem da
libertinagem e da mistura para (…), mas esta (…) carnavalizada
do Brasil é apenas a encenação de tudo aquilo que, normalmente,
fazemos questão de esconder de nós mesmos porque não fazem
parte da ordem. O carnaval deixa transparecer vontades e nostalgias
que são suprimidas e veladas pela estrutura social”. 8
MAURY(1972),
demonstrava toda a origem do carnaval sob o abrigo da Igreja.
“Todavia
a Igreja teve que lutar frequentemente contra uma volta muito
pronunciada a essas superstições perigosas, e se ela as acolhia
sob a coberta de um santo, também as condenava [As festas das
calendas de janeiro foram especialmente defendidas pelos padres e
diversos sínodos. Ver. A. Beugnot9,
História da Destruição do Paganismo no Ocidente. Tomo II,
p. 321 e seguinte. A prova do horror que a Igreja tinha, desde o
princípio, por essas solenidades licenciosas se encontra num dos
'Sermones dominicales' publicados pelo cardeal Mai10
(Scriptor. Veterum nova Collectio e Vaticanis codicibus11,
in-4.º, Tomo III, p. 158). Diz aí:
'Haec
enim opera non christianorum sunt, sed paganorum; pagani enim, qui
est gentiles vocantur, deorum suorum,
id est Jovis, Saturni, Minerva et Veneris, festivatatem colentes,
post immensam cibi et potus voracitatem turpesque commessationes, ad
theatrum, quod est lupanar vocatur, foras civitatem conveniebant, ad
hanc igitur turpintundis immunditiam, ut Orosius Paulus narrat, idem
diabolus, quem colebant, illos provocabat, utu cui solvebant
sacrificum de victimis animalutum… Diabolus enim pollius et
immundus est, pollutum et immundun sacrificiu sibi requirit...
Propter hoc cessandum est, fratres, ab hac et ab omni mala
consuetudine praesenti die'.12
(Serm. II, In Quadragesima)], quando elas tendiam a fazer
degenerar o culto em cerimônias licenciosas ou
ridículas [As imagens licenciosas tinham-se singularmente
multiplicado, tanto nos baixos-relevos dos pórticos e dos capitéis
das igrejas como sobre as cadeiras dos coros. Essas
representações foram defendidas por diversos papas, notadamente por
Urbano VIII13,
em sua 'bula Sacrosancti'14,
e pelo concílio de Trento15.
Ver Die Biblische Warheil in Gegensaetze zu den Verirrungen der
Malerei, Augsbourg, 1858].
Foi ao que se chegou com a festa dos loucos, dos inocentes e
do asno [Consultar a esse respeito Du Tillot16,
Memória para Auxiliar a História da Festa dos Loucos
(Lausanne, 1741), in-4.º17;
e d'Artigny, Novas Memórias de História, de Crítica e de
literatura, Tomo IV, p. 278 e seguinte; Bourquelot,
O Ofício da Festa dos Loucos (Sens,
1856); A. De Martonne, As Festas da
Idade Média (Paris, 1852)18.
Belé, que vivia no fim do século XII (De
Divin. Offic., c. LXXII e CXX), relata que havia certas igrejas
onde os prelados jogavam dados, bolas, e dançavam e saltavam
com seu clero.
(De Martonne, o. c. , p. 25). Restos dessas festas pagãs associadas
às cerimônias da igreja subsistiram muito tempo em Espanha nos
autos sacramentários, que eram representados no Natal e na
Festa de Deus, espécie de farsas em que o grande dragão —
chamado — Tarasca,
tinha o acompanhamento indispensável, e para as quais Lope de Vega
exerceu sua inesgotável verve. (Ver a nota de Pellicer19
em sua edição de Don Quixote, Tomo IV, pp. 105, 106, e
Ticknor20,
História da Literatura Espanhola, Tomo II, p. 213). Todas
essas festas semicristãs e semipagãs persistiram na América do
Sul],
a algumas piedosas orgias locais como a diablerie
de Chaumont.
Colocando-se ademais todos os divertimentos populares sob o
patrocínio dos santos, o povo legitimava desordens e retornava à
ideia antiga que personificava especialmente as divindades em
nossos vícios e más tendências. [Também, em consequência dos
banquetes que se celebravam na idade média em honra às festas
de S. Nicolau, de S. Urbano, de S. Martinho, esses santos acabaram
por ser olhados como os patronos do bom passadio, e celebrava-se
em canções a proteção que se lhes atribuía sobre os amigos
dos prazeres da mesa. Ver Ed. Do Méril, Poesias Populares
Latinas da Idade Média, p. 198]. Sabe-se até onde tinha sido
impelida em Roma e em Itália a adivinhação das menores ações
humanas, que inacreditável cortejo de deuses acompanhava o homem
dede sua concepção até sua morte. Um bom número dessas divindades
inferiores, enumeradas por Tertuliano, [Ver minha21
nota sobre a religião dos latinos em Guigniaut,
Religiões da Antiguidade, Tomo II, parte 3, p. 126 e
seguinte]Arnóbio e Santo Agostinho, se perpetuavam sob novos nomes
tirados do calendário e faziam penetrar, na prática, religiosa,
inúmeras observâncias pueris ou obscenas. Tudo o que
se passava nos templos ou nas cerimônias públicas podia, graças
ao controle da Igreja, estar sujeito a uma certa disciplina; mas na
vida privada, nas ocupações domésticas, as velhas superstições
se perpetuavam com toda a liberdade e não faziam senão se
enraizar mais. Foi assim que se conservou até nossos dias diversos
usos pagãos. Não falo nem das consoadas22,
[Ver, sobre o uso de se enviar presentes na época das
saturnais, Ael, Spartian. Hadrian. 17. S. João Crisóstomo se
levanta contra as cerimônias pagãs que se continuavam a celebrar em
seu tempo nas calendas de Janeiro. ( In Kalend. Oper. Tomo I,
p. 698) . Cf. Tillemont23,
Men. sobre a História Eclesiástica24,
Tomo III, p. 211], nem do Carnaval, [uma parte dos usos observados
pelos romanos nas lupercais25
passou para os divertimentos do carnaval. Essas festas se celebravam
na mesma época, no mês de fevereiro. (Ver Plutarco. Quoest.
Rorm. 68. Serv. Ad Aen. VIII. Ovid. Fast. II, 267,
sq. Censorin. De Die natal. C. XXII. Confer. Preller26.
Roemische Mitologie27.
p. 318-347, sq.). D'Artigny28
menciona um antigo uso existente em Viena, em Dauphiné29,
e que parece se referir às lupercais. (Novas Memórias de
História, de literatura e de crítica, Tomo IV, p. 310 e
seguinte. Cf. J. Brand. Observations on popular antiquities,
publicado por Ellis, Tália se mostraram mais aficionadosomo I, p.
44). As lupercais foram com efeito uma das festas as quais os
habitantes da Itália se mostraram mais aficionados, e que
resistiram mais à proscrição em que se viam banidas as cerimônias
pagãs. Ver A. Beugnot. História da Destruição do Paganismo
no Ocidente. Tomo I, p. 273 e seguinte], dos quais todo mundo
conhece a procedência antiga, mas de outras práticas menos públicas
que têm sido menos assinaladas”. 30
Os
fundamentos do Carnaval estão na Idade Média e até antes, em que a
sociedade virava do avesso, revolução; e tudo que era considerado
“sério”, no reino do Momo, não era mais. Tudo isso era um
verdadeiro choque na própria sociedade. Era no Carnaval, por vias
duplas, que a sociedade via submergir tudo aquilo que estava
escondido, subjacente, subliminar, controlado, repreendido, oprimido,
reprimido, recalcado, ressentido, como outra realidade, embora
fizesse parte do real. Como se a realidade fosse disputada, entre o
que é real e o que não é, e a verdade estivesse aqui e ali. Como
uma verdade despudorada, nua, e, mesmo assim, não fosse todo o
evento real. Era, no carnaval, como se surgisse outra sociedade, que
quisesse ou se permitisse, ou era permitida, naqueles parcos
momentos, um diálogo com o que era considerado realidade do
cotidiano, do hábito, da circunstância. Ela estava ali e não
estava. Por isso o corcunda de “Notre-Dame”. Por isso o bufão, o
palhaço, a máscara, com toda a sua inspiração de mistério,
terror e morte. Em que até os mortos ressurgiam. Mortos bem vivos na
consciência, nas reminiscências, nas lembranças.
Por
isso a memória e o esquecimento. A escravidão brasileira, a
perseguição dos índios. Tudo na memória, que precisa ser
esquecida, diria, embranquecida, para não dizer o que deve ser dito,
para não gritar o grito dos oprimidos, para não soltar esse berro
pungente, emocionado, com um choro, descontrolado, em que palavras
como justiça, injustiça, fazem parte do coral.
É
no carnaval que os povos negro e índio ressurgem, como outra
realidade, alternativa, outro brasil. É a suposta aceitação dos
povos negro e índio. No domingo, em que a capoeira podia correr
solta e o batuque invadia a noite, o corpo do negro. Era as ervas dos
índios, o xamã, que curava. Era a comida que o indígena se
alimentava, o corpo do índio. Quando o português tirou a camisa,
por causa do calor, retirou muito mais que uma peça de roupa de
mangas longas. Tirou o corpo dito “branco” e trocou de cultura,
para poder sobreviver.
Há
uma história velada do carnaval, subjacente a que foi forjada de
maneira intencional ou não, que é privilegiar a ideia de que os
instrumentos, a percussão, eram as principais características
originais, na descrição. Não se tratava de quantidades de tambores
ou assemelhados, era mais, era a festa do corpo.
“O
historiador Leonardo Dantas31
explica a origem dos nomes de batizam o início e o fim da folia de
Momo. O sábado de Zé Pereira começou a ser chamado
assim ainda no Brasil Colônia, quando grupos de portugueses saíam
às ruas tocando grandes tambores e anunciando o começo do Carnaval.
Esses grupos ficaram conhecidos como Zés Pereiras. A terça-feira
Gorda é último dia antes do início da Quaresma — período
de 40 dias no qual os católicos não podem comer carne. Aí já viu.
(…) naquela época a igreja botava na inquisição quem
descumprisse a norma. O povo caía nos prazeres da carne.
Literalmente!”. 32
Leonardo
Dantas Silva, embora de maneira sutil, porque é feito de forma
indireta, subjacente, como se não fosse importante, mas com um tom
marcante, fundante, as características do carnaval que existem
verdadeiramente e que não são faladas, expressadas, de forma livre,
sem causar espanto para a ordem vigente. O que causa todo esse
sentimento de repulsa? O corpo, a bio política, a posse do escravo
e do índio.
“QUANDO
REINAVA O ENTRUDO BRUTAL. (…) Alguns chegam a remontar aos
festejos romanos das saturnais, lupercais e 'bacanais', bem como ao
culto da deusa Ísis, ou aos gregos, no culto ao deus Dionísio,
caracterizados pela alegria desabrida, pela supressão da
repressão e da censura, pela liberalidade das atitudes críticas e
eróticas. (…) Mais recentemente, tornaram-se famosos os
carnavais de Nice, Paris, Veneza, Roma, Nápoles, Florença, Colônia
e Munique com suas músicas barulhentas, desfiles de carros
alegóricos, com as suas críticas e licenciosidades,
bailes de máscaras e desfiles de mascarados pelas ruas. (…) Como
melhor explica Júlio Dantas, em artigo publicado na Gazeta de
Notícias em 21 de fevereiro de 1909:
'Nós,
portugueses, nunca compreendemos que o entrudo pudesse ser uma festa
de arte como na Itália da Renascença, nosso entrudo, o santo
entrudo lisboeta, foi sempre fundamental e caracterizadamente
porco. O século XVIII, então excedeu todos os outros. Foi o
século típico do entrudo nacional.(…)… todos com a casaca de
seda a escorrer ovos, a cara empastada de sangue e lama,
cobertos das maiores imundícies e dos mais sórdidos desejos,
corriam as ruas debaixo de saraivada dos pós de panelas, das
laranjas de cheiro, da farinha, dos esguichos, dos ovos de gema, de
toda água vai que jorrava das rótulas estreitas e dos postigos
mouriscos'… (…) No Brasil o que se viu, por mais de três
séculos, foi a selvageria do entrudo português. Originário do
latim, 'introitus', e já conhecido documentadamente na Península
Ibérica desde o século XVIII, a festa acontecia nos três dias que
precediam a quarta-feira de Cinzas, na qual quase tudo era permitido,
não somente no Brasil como em toda a América Espanhola, em que
reinava o 'entrudo porco e brutal'. (…) Vieira Fazenda,
citado por Eneida, diz que as proibições ao costume do
entrudo datam no brasil de 1604, sendo os alvarás repetidos em 1612,
1686,1691,1784,1818, seguindo-se de outras posturas que chegaram aos
nossos dias, mas tudo em vão, para desespero das autoridades e
gáudio dos partidários do mela-mela. (…) Outro viajante a
documentar com graça a brincadeira do entrudo foi o francês
Louis-François de Tollenare,
que residiu no Recife entre 1816 e 1817, tendo anotado em seu diário
em 9 de março do último ano:
'O
carnaval ou entrudo não admite outros folguedos, senão o de
assaltos recíprocos com bolas de cera cheias d'água no rosto; é
permitido retaliar; a guerra é assaz animada e presta-se a alguns
tours de mains. Como não se
está vestido adequadamente aos perigos aos quais se expõe acaba-se
por ficar despido. A licença destes dias me deu acesso à casa de
algumas vizinhas, da classe média, as quais até então lobrigara.
Foi-me permitido oferecer-lhes uma merenda na própria casa. Mandei
buscar doces, frutas e vinho na venda próxima. Esta delicadeza
não foi absolutamente (...) como indiscreta. A mãe estava presente.
A conversação não era muito espirituosa; mas, alegre, um pouco
livre e versou sempre sobre o amor e o casamento. Era, aliás, pouco
seguida e amiúde interrompida por garrafas d'água que nos
despejavam pela cabeça, na camisa e, sinto um pouco de
vergonha de dizê-lo, até nas calças. As senhoras vos
seguram, vos debateis, e neste conflito, algumas vezes mais que
bizarro, é difícil não esquecer um pouco que nos achamos em
sociedade. Não desejaria ver, nem minha irmã, nem minha
esposa, no meio das recreações do entrudo. O que se
passa nas ruas entre os escravos e a baixa plebe ainda é mais
violento: depois das laranjadas vêm as garrafadas, as imundícies e
as cacetadas'" (…) . 33
Leonardo
Dantas Silva (1997) aprofunda ainda mais as raízes negras do
carnaval no Brasil, interligando, de forma surpreendente, com a
Europa, no século XV.
“O
maracatu, da forma hoje conhecido, tem suas origens na
instituição dos Reis Negros, já conhecida em França e
Espanha, no século XV, e em Portugal, no (…) XVI, passando para
Pernambuco, onde encontramos narrativas e documentos sobre tais
coroações de soberanos do Congo e de Angola, a partir de 10
de setembro de 1666, segundo o testemunho de Souchou de
Rennefort34,
in Histoire des Indes Orientales,35
publicado em Paris, 1688. As coroações de reis e rainhas de
Angola na igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos de
Santo Antônio do Recife são documentadas a partir de 1674,
segundo documentação por (nós) reunida (in Alguns documentos para
a história da escravidão. Recife: Editora Massangana, 1988). Os
reis negros, em especial o Rei do Congo, que possuía uma hierarquia
própria sobre os membros das demais nações africanas aqui
residentes, compareciam às festas religiosas, [os reis
negros] protegidos pela umbela, um grande pálio
redondo, ladeado por dignatários de suas expectativas cortes, sendo
o cortejo aberto pela bandeira da nação, juntamente com outras
bandeiras arvoradas, e acompanhados por instrumentos de percussão,
nem sempre ao gosto da população branca, como se
depreende na observação do Padre Carapuceiro: 'Alguns desses
chapelórios ainda há poucos anos apareciam nos batuques dos pretos
em dias de Nossa Senhora do Rosário, cobrindo o figurão chamado de
rei dos congos' (Diário de Pernambuco, 15.3.1843).
Cumbi, um costume africano. O grande guarda-sol
colorido sob o qual vinha amparado o rei de cada nação, como fora
observado pelo Padre Carapuceiro, em artigo publicado no Diário de
Pernambuco de 15 de março de 1843, era denominado 'cumbi' pelos
africanos. Inicialmente pensou-se que esta grande umbela havia sido
transplantada do cerimonial da igreja católica, onde é utilizada
como proteção ao santo viático, quando de sua saída às ruas,
conforme bem retratou Emil Bauch, em uma de suas cromolitografias
tomadas da calçada da (…) matriz da Boa Vista, no Recife
(c.1852). Acontece que o cumbi tem sua origem africana,
segundo notas que me foram cedidas pelo historiador José Ramos
Tinhorão. Olfert Dapper36,
escritor célebre pelas suas narrativas de viagens, registrou o
uso do cumbi pelos reis africanos no seu livro Nauwkaurine
Beschrijuing der Afrikaansche gewesten37
(Minuciosa descrição das regiões africanas), publicado em
Amsterdam (1668), depois traduzido para o francês sob o título
Descripition de l`Afrique (Amsterdam: Boom & van Someren, 168638).
Recentemente, na contracapa do livro Africa — History of a
continent, de Brasil Davidson (Londres: Spring Brooks, 1978), aparece
uma gravura do livro de Bowdich39,
Mission from Cape Coast to Ashantee (1819)40',
onde aos 'sobas' negros comparecem à festa do 'inhame' amparados
pelos respectivos cumbis, cada qual encimado por figura de seu animal
protetor (tigre, serpente, galo e elefante), sendo seguidos dos seus
séquitos trazendo instrumentos de percussão, buzinas, bandeiras,
lanças, tudo bem de acordo com o desfile dos nossos maracatus.
Ainda na mesma obra, é registrado o séquito do rei negro 'Nana
Owusu Sampa III', carregado em seu trono, por ocasião da festa do
'inhame' promovida pelos 'ashantes', em 5 de dezembro de 1964,
protegido por três grandes umbelas, à frente de um cortejo em
tudo parecido com o desfile dos maracatus nas ruas do Recife.
Os 'ashantes', segundo informa em depoimento pessoal o
pesquisador Hélio Moura, da fundação Joaquim Nabuco e com estágio
em Angola, pertencem aos povos 'Akan' de 'Gana' e ocupam metade do
país. Os 'Akan' falam dialetos bem-parecidos entre si, conhecidos
pelo nome genérico do 'Tki', que é uma língua sudanesa da
subfamília 'Kwa'. O dialeto falado pelos 'ashante' é o 'ashan'.
Depois que gana tornou-se independente em 1957 foi criada a região
'Bong`Ahaso', com base nas terras 'ashantes'. A capital desta região
é a cidade de 'Kumasi'. No Recife, os cortejos dos soberanos negros,
trazendo os seus reis (…), não saíam no período do
carnaval, mas tão-somente por ocasião de suas festas
religiosas ou em ocasiões outras como o embarque de africanos
libertos de volta à mãe África. A presença de "batuque
do Rei do Congo" no carnaval do Recife só vem a ser registrada
a partir do final dos anos cinquenta do século XIX. O
maracatu no carnaval. Com a abolição da escravatura negra,
em 1888, e a proclamação da República, em 1889, a figura do Rei do
Congo — 'Muchino Riá Congo' — perdeu a sua razão de ser. Os
cortejos dos reis negros, já presentes no carnaval, (…)
passaram a ter como chefe temporal e espiritual os
'babalorixás' dos terreiros do culto 'nagô'
e vieram para as ruas do Recife, não somente nos dias de festas
religiosas em honra de Nossa Senhora do Rosário, mas também
nas festas carnavalescas.
No passado, o Rei do 'Congo' também comparecia aos festejos
carnavalescos, (…) com o seu séquito real, conforme alusão do
noticiário do Jornal do Recife de 12 de março de 1859
— 'também não faltou o célebre bumba-meu-boi, o apreciável
fandango e a cena do Rei do Congo'-. No ano seguinte,
em sua edição de 25 de fevereiro, o mesmo jornal nos
dá notícia do 'batuque do Rei do Congo e do clássico
bumba-meu-boi'. Ainda no Jornal do Recife, na edição carnavalesca
de 4 de março de 1862, há uma alusão ao 'cediço
bumba-meu-boi', os repugnantes negros fugidos e as africanas
cenas do Rei do Congo e seu séquito, foi o que se viu passar pelas
ruas desta cidade'. Após a abolição, porém, os antigos
cortejos das nações africanas, que continuaram a se fazer presentes
no carnaval do Recife, então sob a chefia dos seus 'babalorixás',
passaram a ser chamados de 'maracatus', particularmente quando
a notícia tinha conotação policial. Ainda nos nossos dias,
ao que se depreende do depoimento do presidente da Nação do Leão
Coroado, Luiz de França, atualmente com 95 anos, 'para conversar
pouco, só digo que o maracatu é da seita africana'.
(Diário de Pernambuco, 14 de janeiro de 1996). A mais tocante
descrição de um maracatu carnavalesco do início do século vem de
Francisco Augusto Pereira da Costa (1851–1923) que, em 1908, assim
relata o cortejo no seu 'Folk-Lore'
Pernambucano:
'Rompe
o préstito um estandarte ladeado por arqueiros, seguindo-se em ala,
dois cordões de mulheres lindamente ataviadas, com os seus turbantes
ornados de fitas de cores variegadas, espelhinhos e outros enfeites,
figurando no meio desses cordões vários personagens, entre os quais
os que conduzem os fetiches religiosos, — galo de
madeira, um jacaré empalhado e uma boneca de vestes brancas com
manto azul — ; e logo após, formados em linha, figuram os
dignatários da corte, fechando o préstito o rei e a rainha. (…)
Estes dois personagens, ostentando as insígnias da realeza, como
coroas, cetros e compridos mantos sustidos por caudatários, marcham
sob um grande (umbela) e guardados por arqueiros. (…) No coice vêm
os instrumentos: tambores, buzinas e outros de feição africana, que
acompanham os cantos de marcha e danças diversas com um estrépito
horrível. Aruenda qui tenda, tenda,/Aruenda qui tenda,
tenda,/Aruenda de totororó'.
O
autor chama a atenção do leitor para o Maracatu Cabinda Velha que,
'desfraldando
um rico estandarte de veludo bordado a ouro, como eram igualmente a
umbela e as vestes dos reis e dignatários da corte, e usando todos
eles de luvas de pelica branca e finíssimos calçados. Os vestuários
dos arqueiros, porta-estandarte e demais figuras, eram de finos
tecidos e convenientemente arranjados, sobressaindo os das mulheres,
trajando saias de seda ou veludo de cores diversas, com as suas
camisas alvíssimas, de custosos talhos de labirinto, rendas ou
bordados, vistosos e finíssimos; e pendentes do pescoço, em
numerosas voltas, compridos fios de miçangas, que do mesmo modo
ornam-lhe os pulsos. Toda comitiva marchava descalça, à exceção
do rei, da rainha e dos dignatários da corte, que usavam de calçados
finos e de fantasia, de acordo com os seus vestuários'.
(…)
concluindo, afirma Pereira da Costa:
'Quando
o préstito saía, à tarde, recebia as saudações de uma salva de
bombas reais, seguida de grande foguetearia, (…) essas que eram de
novo prestadas no ato do seu recolhimento, renovando-se e continuando
as danças até o amanhecer; e assim, em ruidosas festas e no meio de
todas as expansões de alegria, deslizavam-se os três dias do
Carnaval'.
Preservando
a denominação de nação, os préstitos dos maracatus de baque
virado (que utilizam nas suas apresentações tão-somente
instrumentos de percussão de origem africana) continuam a desfilar
pelas ruas do Recife nos dias do carnaval e nos meses que antecedem a
grande festa. Denominando-se de Nação do Elefante (1800), Nação
do Leão Coroado (1863), Nação da Estrela Brilhante (1910), Nação
do Indiano (1949), Nação Porto Rico (1915), Nação Cambinda
Estrela (1953), além de outros grupos que surgiram mais
recentemente, mantendo a tradição africana dos seus antepassados”.41
Em
outra versão, sobre o mesmo assunto, acrescentava alguns detalhes:
“O
maracatu, da forma hoje conhecida, tem suas origens na instituição
dos Reis Negros, já conhecida na França e em Espanha, no século
XV, e em Portugal, no século XVI, passando para Pernambuco onde
encontramos narrativas e documentos sobre tais coroações de
soberanos do Congo e de Angola a partir de 10 de setembro de 1666,
segundo testemunho de Souchou de Rennefort, in Histoire des Indes
Orientales, publicado em Paris 1688.
As
coroações de reis e rainhas de Angola na igreja de Nossa Senhora do
Rosário dos Homens Pretos de Santo Antônio do Recife são
documentadas a partir de 1674, segundo documentação reunida in
Alguns documentos para a história da escravidão. Recife: Editora
Massangana, 1988.
O
folguedo do maracatu, semelhante aos bailes e batuques organizados
pelos pretos de Angola ao tempo do governador José César de Menezes
(1774-78), objeto de denúncia à Inquisição de Lisboa por parte
dos frades capuchinhos da Penha (ANTT – Cartório da Inquisição
nº4740), foi sempre alvo de censuras por parte das classes
dominantes e de perseguição policial; segundo denúncia do mesmo
jornal em sua edição de 11 de novembro de 1856 ao tratar do
maracatu da praça da Boa Vista.
Cortejos
de reis negros
Os
cortejos dos reis negros, geralmente anotados pela imprensa, quando
das festas de Nossa Senhora dos Prazeres e nas do Rosário de Santo
Antônio, não eram conhecidos por maracatus, como se depreende do
noticiário do Diario de Pernambuco de 20 de outubro de 1851:
…
percorrendo à tarde algumas ruas da cidade, divididos em nações,
cada uma das quais tinha à frente o seu rei acobertado por uma
grande umbela ou chapéu-de-sol de variadas cores. Tudo desta vez se
passou na boa paz e sossego, porquanto a polícia, além de ter
responsabilizado, segundo nos consta, o soberano universal de todas
as nações africanas aqui existentes, por qualquer distúrbio que
aparecesse em seus ajuntamentos, não deixou por isso de vigiá-los
cuidadosamente.
Os
reis negros, em especial o Rei do Congo, possuidor de uma hierarquia
própria sobre os membros das demais nações africanas aqui
residentes, compareciam às festas religiosas protegidos pela umbela.
Um grande pálio redondo, ladeado por dignitários de suas
respectivas cortes, sendo o cortejo aberto pela bandeira da nação,
juntamente com outras bandeiras arvoradas, e acompanhados por
instrumentos de percussão, nem sempre ao gosto da população
branca, como se depreende na observação do Padre Carapuceiro:
“Alguns desses chapelórios ainda há poucos anos apareciam nos
batuques dos pretos em dias de Nossa Senhora do Rosário, cobrindo o
figurão chamado de rei dos congos” (Diario de Pernambuco,
15.3.1843).
O
grande guarda-sol colorido sob o qual vinha amparado o rei de cada
nação, como fora observado pelo Padre Carapuceiro, era denominado
cumbi pelos africanos que, ainda em nossos dias, assim trazem
protegidos os seus sobas. Inicialmente pensou-se que esta grande
umbela havia sido transplantada do cerimonial da igreja católica,
onde é utilizada como proteção ao santo viático, quando de sua
saída às ruas, conforme bem retratou Emil Bauch em uma de suas
cromolitografias tomadas da calçada da igreja matriz da Boa Vista,
no Recife (c 1852).
Maracatus,
ajuntamentos de negros
No
Recife a denominação maracatu servia, a partir da primeira metade
do século XIX, para denominar um ajuntamento de negros, como por
ocasião da fuga da escrava Catarina, anotada por José Antônio
Gonsalves de Mello em consulta à edição do Diario de Pernambuco de
1º de julho de 1845:
Em
o dia 2ª feira do Espírito Santo do ano próximo passado, fugiu a
preta Catarina, de nação Angola, ladina, alta, bastante seca de
corpo, seio pequeno, cor muito preta, bem feita de rosto, olhos
grandes e vermelhos, com todos os dentes da frente, pés grandes
metidos para dentro, muito conversadeira e risonha, de idade de 22
anos; tem sido encontrada na Estrada da Nova da Passagem da Madalena
e no Aterro dos Afogados, vendendo verduras e aos domingos no
maracatu dos coqueiros do dito Aterro, e há notícia de ser o seu
coito certo a matriz da Várzea; cuja escrava pertence a Manoel
Francisco da Silva, morador na Rua Estreita do Rosário, 10, 3º
andar, ou em seu sítio em Santo Amaro, junto à igreja, o qual
gratificará generosamente a quem lh’ a apresentar.
Outro
exemplo aparece na ata da sessão extraordinária da Câmara
Municipal do Recife de 28 de abril de 1851, quando foi endereçada ao
desembargador Chefe de Polícia “uma petição do preto africano
Antônio Oliveira, intitulado Rei do Congo, queixando-se de outro
que, sem lhe prestar obediência, tem reunido os de sua nação para
folguedos públicos, a fim de que o mesmo desembargador
providenciasse em sentido de desaparecer semelhantes reuniões,
chamadas vulgarmente de maracatus, pelas conseqüências
desagradáveis que delas podem resultar” (Diario de Pernambuco,
27.5.1851).
No
Recife, os cortejos dos soberanos negros, trazendo os seus reis e
rainhas, não saíam no período do carnaval, mas tão somente por
ocasião de suas festas religiosas ou em ocasiões outras como o
embarque de africanos libertos de volta à mãe África. A presença
de “batuque do Rei do Congo” no carnaval do Recife só vem a ser
registrada a partir do final dos anos cinqüenta do século XIX.
Os
reis no Carnaval
Maracatu
Elefante – Rainhas e princesas
Somente
nos anos setenta do século XIX é descrita a presença desses
cortejos de reis negros durante o carnaval, segundo noticia o Diario
de Pernambuco sem sua edição de 10 de fevereiro de 1872, ainda sem
a denominação de maracatus:
No
dia 11 do corrente sairá da Rua de Santa Rita Velha (bairro de São
José) a nação velha de Cambinda, a qual vai em direitura à Rua
das Calçadas buscar a sua rainha. (…) depois percorrerá diversas
ruas, e às 3 horas se achará em frente à igreja do Rosário [de
Santo Antônio] onde se soltarão algumas girândolas de fogo e uma
salva de 21 tiro. Dali seguirá para o Recife e na Rua do Bom Jesus
voltará com a vice-rainha de sua nação.
O
maracatu era, até então, considerado a reunião de negros em
determinado local. Um o batuque, na acepção de “dança
africana ao estrépido de instrumentos de percussão”
(Pereira da Costa), mas não o cortejo real que levava às ruas a
corte dos reis negros, como faz ver o extenso editorial do mesmo
jornal, publicado em 18 de maio de 1880:
….
Há tempos, que indicamos um maracatu que costuma reunir-se quase no
extremo norte do Cais do Apolo, na freguesia de S. Pedro Gonçalves
do Recife; hoje temos notícia exata de dois outros, dos quais os
vizinhos têm as mais cruéis recordações. Juntam-se estes na
freguesia da Boa Vista, um na Rua do Giriquiti, outro na Rua do
Atalho. Neste último, anteontem, houve uma grande assuada e barulho,
chegando a aparecer diversas facas de ponta. Felizmente, não se
deram ferimentos, mas não esteve longe de assim acontecer. Urge,
repetimos, providenciar em ordem a que cessem, desapareçam tão
selvagens instrumentos, e o Sr. Dr. Chefe de Polícia, que volveu
suas vistas contra as casas de tavolagem, deve também dirigir sua
atenção para os maracatus.
O
maracatu, na verdade, era tão-somente o batuque dos negros,
com localização fixa em determinado bairro da cidade. O cortejo
real, como no caso anteriormente citado da “nação velha de
Cambinda”, não parece ser a mesma coisa. A conclusão é reforçada
pelo depoimento do carnavalesco João Batista de Jesus, 'Seu
Veludinho' do 'maracatu Leão Coroado', que segundo a tradição
faleceu com 110 anos, prestado à pesquisadora Katarina Real em
janeiro de 1966, in O folclore no Carnaval do
Recife. Recife: Editora Massangana, 1990. 2ªed. p. 184:
Maracatu
nem tinha o nome de maracatu. O nome era nação. Uma “nação”
mandava ofício para outro “estado”. Surgiu essa palavra pelos
homens grandes, quando ouviram os baques dos bombos, chamaram “aquele
maracatu!”
Cortejo
é chamado de maracatu. Com a abolição da escravatura negra, em
1888, e a proclamação da República, em 1889, a figura do Rei do
Congo — Muchino Riá Congo — perdeu a sua razão de ser. Os
cortejos dos reis negros já presentes no carnaval, por sua vez,
passaram a ter como chefe temporal e espiritual os babalorixás dos
terreiros do culto nagô. Assim vieram para as ruas do
Recife, não somente nos dias de festas religiosas em honra de Nossa
Senhora do Rosário, mas também nas festas carnavalescas.
Após
a abolição, porém, os antigos cortejos das nações africanas, que
continuaram a se fazer presentes no carnaval do Recife então sob a
chefia dos seus 'babalorixás', passaram a ser chamados de
'maracatus', particularmente quando a notícia tinha conotação
policial, como a divulgada pelo Diário de Pernambuco, em sua edição
de 26 de fevereiro de 1889:
'Revista
Diária. Maracatu Porto Rico — Na Praça Pedro I, da paróquia de
São Frei Pedro Gonçalves do Recife, deu-se anteontem um conflito
entre os sócios do 'Maracatu Porto Rico', quando este fazia um
ensaio. Ao que parece o conflito foi motivado por uma praça do 14.º
Batalhão, pois, que cerca de 60 homens, armados de facas e
'cacetes', rebelaram-se contra a dita praça, que ferida tratara de
fugir, quando ali compareceu o subdelegado da paróquia. Esta
autoridade conseguiu prender seis dos tais desordeiros, inclusive o
ofensor da praça, que foi vistoriada pelo Sr. Dr. José Joaquim de
Souza'.42
Este
vídeo43,
de Luiz Jean Lauand e Luiz Costa Pereira Júnior, sobre o povo negro,
resgatando a personalidade de Fernando Penteado44
o qual afirma que os negros “desceram o morro, saíram da
favela, (…) do gueto”. Luiz Costa Pereira Júnior, em sua fala,
afirma que “vale a pena pensar o carnaval como modo de reagir à
realidade desigual brutal e autoritária que a população brasileira
vivenciou longo da história os escravos”45
Em
entrevista, Fernando Penteado demonstrava a importância do negro no
carnaval e o “embranquecimento” com a chegada intensificada da
televisão:
“(…)
O meu avô foi o mentor do pavilhão da escola e o
significado de nosso (…) hoje carregar uma Coroa é
devido à dinastia, pois, os negros antigamente se denominavam Reis e
(Rainhas). (…) esta (…) representa a negritude do Bixiga e os
ramos de (…) representam os Barões do Café que
viviam na região no qual as mulheres negras da (…) eram
banqueteiras e trabalhavam na casa destes (…) em festas. (…)”.
Odirley:
Qual a importância do processo de miscigenação nas escolas de
samba. O negro não tem mais o poder de decisão?
Fernando
Penteado: Antigamente a maioria das escolas de samba eram
coordenadas por negros. Era diferente. O negro fala alto e da risada
alto, pois, expressa emoção na hora. Quando as pessoas de
etnia branca começaram a participar das escolas de samba em
cargos diretivos (…) a implantar a consciência de se
registrar, documentar todos os processos de uma agremiação e assim
se criou o processo de profissionalização do (…). Basta
observar que a maioria das informações sobre as escolas são da
década de 70 em diante e até de (…) e detalhes de algumas
agremiações vêm desta época, processo que também tive o cuidado
de fazer em relação ao 'Vai Vai'. Foi preciso pesquisar e escrever
conteúdos desde o período de Cordão e deixar a disposição da
sociedade. Em primeiro lugar, eu quis conhecer a história da minha
escola para depois (…) as demais. Isto não quer dizer que o
negro não tenha méritos pelo seu trabalho, isto prova que a
miscigenação foi importante para a construção deste processo. As
(escolas) mesmo perdendo muitas de suas características
tradicionais, seguem escrevendo sua história.
Odirley:
Em qual momento acredita que tudo se modificou?
Fernando
Penteado: Com a chegada da televisão e da profissionalização do
Carnaval. Nos tempos de Cordões, ficávamos quase duas horas
brincando, curtindo com o povo e com os foliões. Isso se
perdeu. Tudo se alterou. Os mais jovens precisam conhecer um
pouco mais da história de suas escolas, pois, tudo começou bem
antes destes meios de comunicações atuais. Eu gostaria que as
pessoas tivessem a visão dos orientais no sentido de respeitar a
cultura e proteger o legado das histórias e do empenho que vários
sambistas proporcionaram ao nosso espetáculo. Quando o conteúdo vem
do Rio de Janeiro, há uma supervalorização dos nomes e das
histórias. Também temos grandes sambistas e histórias em nosso
Carnaval paulistano que muitas às vezes ficam no esquecimento. “O
tempo que o samba era o Samba não tinha Câo, Câo/O tempo que o
samba era samba não tinha doutor/Só tinha sambista de verdade e
samba da melhor qualidade/E os dirigentes eram da Comunidade”.
Samba de Fernando Penteado. (…)”.46
É
interessante lembrar as datas que oficializam, a oficialização do
carnaval no país, ditadas por Fernando Penteado: 1917, 1962, 1998.
Será que essas mesmas datas representam momentos diferenciados da
vida no país?
“O
dia do (…) foi instituído após o 1.º Congresso Nacional do
Samba, realizado na cidade do Rio de Janeiro, de 28 de
novembro ao dia 02 de dezembro de 1962.
A data do término do (…) não foi escolhida por acaso é que foi
no (…) 02 de dezembro de 1917 que João da Baiana
gravou o primeiro (…), com o nome de 'Pelo Telefone', (…) este
que foi composto por Ernesto dos Santos, mas conhecido como 'Donga'.
Neste congresso foi aprovada a Carta do Samba, elaborada pelo
jornalista e escritor “Edison Carneiro”. Dentro de suas
propostas, destacamos o seguinte: O samba tem seu embrião no
Continente Africano, que veio dentro do peito e n’alma dos negros
para cá trazidos como escravos. Foi dos lamentos das senzalas que o
Samba foi tomando forma e foi se enraizando por todo Brasil.
Sendo que hoje, seus compositores a exemplo de Donga, se sintam
homenageados e junto com eles o povo brasileiro, que fazem do (…) á
expressão máxima do nosso país em forma de música e dança. Já
em São Paulo, o Dia do Samba passou a ser oficial em 1998, graças
ao projeto do Vereador Antônio Goulart, transformado em Lei n.º 12
684, de 29 de junho de 1998.
Sancionado pelo então prefeito Celso Pitta, que em conformidade com
o inciso I do artigo 84 da resolução n.º 02/91 da Câmera
Municipal de São Paulo. A SABER: Fica instituído, no âmbito
municipal, o dia do samba a ser comemorado anualmente no dia 02 de
dezembro, passando a integrar oficialmente o calendário oficial da
cidade de São Paulo. Com isto fica estabelecido que as despesas
decorrentes da execução da lei correrão por conta de dotação
orçamentária própria. A lei n.º 12 684 foi regulamentada em 02 de
dezembro de 1999, por decreto n.º 38 728”.47
“Fernando
Penteado, diretor-geral de harmonia da Vai-Vai, explica que o giro
das baianas vem do candomblé. 'Gira vem de um dialeto africano, com
origem na palavra ‘nijra’48.
Ela quer dizer ‘abre caminho’. Então o gira, gira, gira, gira,
abre caminho, abre caminho. É isso que elas fazem na avenida. Elas
giram pra abrir os caminhos para purificar o local/ do desfile', diz.
(…) 'As baianas do carnaval são uma homenagem a uma mãe de santo
chamada tia Ciata, que no final do século XIX emigrou para o Rio de
Janeiro e trouxe o seu terreiro de candomblé', explica Fernando.
'Como era proibido o samba naquela época, os sambistas da época,
Donga, João da Baiana, Pixinguinha, faziam o (…) no terreiro. (…)
a polícia tinha medo de entrar. (…) aí quando as escolas de
samba saíam, todas passavam na porta da casa da tia Ciata pra
homenageá-la. Daí passou-se a ser obrigado a ter ala de baiana em
todo desfile de escola de samba, em homenagem a essa nossa grande
santa, tia Ciata'”.49
Nesse
vídeo, de Diego Lizarazo Arias50,
no carnaval,
“a
la risa como escarnio y parodia de las figuras de los nobles y los
poderosos, como resistencia a la represión de los deseos y las
necesidades; la risa como duda de los dogmas yy las verdades eternas
de las diferencias de sangre o de casta. (…) El carnaval es una
fiesta del cuerpo, el cuerpo que se encuentra sometido a la
privación y al ocultamiento; en el carnaval se hace público se
descara y muestra en toda su obcenidad, el cuerpo baila, exulta,
cúpula y defeca; el cuerpo es la frescura de su nascimiento e la
decrepitud de la vejez51;
el cuerpo es ambigüedad de muerte y conocimiento; la máscara es el
rostro del carnaval, soy el mismo y a la vez otro, la máscara es
metamorfosis”. 52
Em
vídeo, José Augusto Zaniratti53
afirma que o povo,
“através
da carnavalização das coisas, ele satiriza, ele ironiza a situação
dramática que muitas vezes vivemos ao longo da nossa história.
Política é exatamente isso, a defesa dos interesses de determinado
grupo. Não tem como o interesse de a ser idêntico ao de b.
Impossível. Porque, se fosse possível, não haveria a necessidade
de partido político. Todos estariam num único partido; mas, não;
os pensamentos são diferentes, os métodos são (…), os interesses
são (…), e as pessoas se organizam através daquilo que tem
identidade, usam as ferramentas com as quais têm (…). O povo
brasileiro está aí para dizer que quando ele não está satisfeito,
ele satiriza, ele carnavaliza tudo”. 54
1Mestre
em História do Brasil (PUCRS). Licenciado em História. (UFSM).
3“Na
Idade Média, uma rosa suspensa no teto da cela de um concílio
similarmente obrigava todos os presentes (aqueles debaixo da rosa)
ao segredo”. https://pt.wikipedia.org/wiki/Sub_rosa
.
4"In
der Religionsethnologie wird das Alter-Ego-Konzept auch für die
Idee der Freiseele verwendet, die den Körper des Menschen während
des Schlafes oder in Ekstase verlässt und als eigenständiger,
körperloser Doppelgänger existieren kann.[Walter Hirschberg
(Begründer), Wolfgang Müller (Redaktion): Wörterbuch der
Völkerkunde. Neuausgabe, 2. Aufl., Reimer, Berlin 2005. S. 20]”.
https://de.wikipedia.org/wiki/Alter_Ego
. https://en.wikipedia.org/wiki/Alter_ego
. https://es.wikipedia.org/wiki/%C3%81lter_ego
. “Sobre a distinção husserliana entre carne (leib) e corpo
(körper), Ricoeur afirma que a carne é o que há de mais
originariamente próprio do eu, é aquilo que lhe é mais próximo e
consiste em uma “redução ao próprio de onde seriam excluídos
todos os predicados objetivos devedores à intersubjetividade. A
carne mostra-se assim ser o polo de referência de todos os corpos
dependentes dessa natureza própria” (1991, p. 378 - RICOEUR, P.
O Si-Mesmo como um Outro. Tradução de Lucy Moreira Cesar.
Campinas: Papirus, 1991). Sendo assim, a carne representa, segundo
Ricoeur, “eu como este homem: eis a alteridade primeira da carne
com relação a toda a iniciativa” (1991, p. 378). A respeito do
corpo, Ricoeur afirma que é preciso “mundanizar a carne,
para que ela apareça como corpo entre os corpos. É aqui que a
alteridade do outro como estranho, diverso de mim, parece dever
estar não somente entrelaçada com a alteridade da carne que eu
sou, mas considerada a seu modo como prévia à redução ao
próprio. Pois minha carne só aparece como um corpo entre os corpos
quando eu sou eu-mesmo um outro entre todos os outros, numa
apreensão da natureza comum, urdida, como diz Husserl, na rede da
intersubjetividade” (1991, p. 380)”. “Thaumazein, Ano
V, Número 10, Santa Maria (Dezembro de 2012), pp. 75-88. ALTER EGO
E OUTREM: RICOEUR E O PROBLEMA DO OUTRO. Paulo Gilberto Gubert
(Doutorando em Filosofia pelo Programa de Pós-Graduação em
Filosofia da Universidade Federal de Santa M.aria. Bolsista REUNI.
E-mail: frpaulogubert@yahoo.com.br
)https://www.periodicos.unifra.br/index.php/thaumazein/article/download/103/pdf
.
6DAMATTA,
Roberto. O carnaval como um rito de passagem. In: ___. Ensaios de
antropologia estrutural. Petrópolis: Vozes, 1973, pp. 19-66.
7BAKHTIN,
Mikhail. A cultura popular na Idade Média e no Renascimento: o
contexto de François Rabelais. São Paulo: Hucitec / Universidade
de Brasília, 1987.
8Carnaval
e carnavalização: algumas considerações sobre ritos e
identidades [Agradeço ao prof. Dr. José Sávio Leopoldi, do
Departamento de Antropologia da Universidade Federal Fluminense, que
contribuiu com as suas sugestões e os seus comentários valiosos no
decorrer do desenvolvimento deste artigo]. Bruno Brulon Soares
[Museólogo e Historiador. Mestre em Museologia e Patrimônio pela
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO).
Doutorando em Antropologia pela Universidade Federal Fluminense
(UFF). E-mail: brunobrulon@gmail.com
. Desigualdade & Diversidade – Revista de Ciências Sociais da
PUC-Rio, nº 9 ago/dez, 2011, pp. 127-148.
http://desigualdadediversidade.soc.puc-rio.br/media/artigo10.pdf
12“1.
Studete, charissimi, qui vestras animas a peccato mundare cupitis,
ne ab hac via ieiuniorum et emendationis, quam tenendam sumpsistis,
aliquo turpitudinis diverticulo recedatis. Est enim quibusdam
vestrum ex deceptionibus antiqui hostis in hac die quaedam iniecta
consuetudo, non tantum sequenda (0645B) quantum despicienda; quod
pro solo carnis cibo, qui nobis hodie non tollitur, putatis vos
omnem corporis delectationem et quaeque turpia posse licenter
operari, hac inventa in vobis occasione, ut quia licitum est vobis
carnibus vesci, licitum sit etiam carnis voluptatibus uti. Haec
enim opera non Christianorum sunt, sed paganorum. Pagani enim, qui
et gentiles vocantur, deorum suorum, id est Iovis, Saturni, Minervae
et Veneris festivitatem colentes, post immensam cibi et potus
voracitatem turpesque comessationes, ad theatrum, quod et lupanar
vocatur, foras civitatem conveniebant: ibique primum iocis diversi
generis, ad ultimum cum meretricibus, quae in cavernis eiusdem
theatri latebant, luxuriando corpora fatigabant. Ad hanc igitur
turpitudinis immunditiam, (0645C) ut Orosius Paulus narrat, idem
diabolus, quem colebant, illos provocabat; ut cui solvebant
sacrificium de victimis animalium, solverent etiam sacrificium de
viribus propriorum corporum. Diabolus enim pollutus et immundus est,
pollutum et immundum sacrificium sibi requirit: unde pelliceus, id
est pellis gratia interpretatur, quia multum luxuria delectatur,
quae pellis pulchritudine excitatur. Sed quantum distat inter
servitutem Dei et diaboli, tantum inter vitam illorum qui a Christo
Christiani dicuntur, et illorum qui diabolo subditi in omnibus
famulantur. Propter hoc cessandum est, fratres, ab hac et ab omni
mala consuetudine praesenti die, quoniam haec dies non solum
caput est ieiuniorum, sed etiam saeculorum. Est itaque magno cultu
et religione (0645D) veneranda, et non libidinosis voluptatibus
polluenda, quia nomine et mysterio prae caeteris videtur esse
sacrata. Vocatur autem a Domino dies dominica, quod eam in ordine
dierum primam posuit, et quod superata morte, quam pro nobis
indignis suscepit, victoque inimico, de cuius nos potestate rapuit,
in ea potenter a mortuis resurrexit, et in honore suae
resurrectionis nobis illam colendam constituit. Quomodo igitur
cupimus a morte animae resurgere, si diem resurrectionis dominicae
nolumus honorare? Et qua ratione putamus mentes nostras per ieiunia
(0646A) purgare, si per portam ieiuniorum polluti volumus intrare?
2. Fortasse
mihi talia castiganti et mea peccata cum aliorum iniquitatibus
reprehendenti respondebit aliquis effrenatus, plus voluptatibus
corporis quam legibus Dei obediens: Tu, qui naturalem masculi et
feminae coniunctionem et amoris vinculum a principio constitutum
disiungendum praedicas, omni modo impossibilia et inutilia rogas, ut
aliquo ieiunio ita a muliere, quae mea caro est, tamquam a cibis,
abstineam. Cui ego, quamvis peccator, facili dictu respondebo: Quia
Deus bona saeculi non dedit ut abutamur, sed ut iuste utamur.
Coniugium etenim, sicut et caeterae divitiae mundi, dum iuste
tenetur, bonum est; dum iniuste, vertitur in peccatum. Unde (0646B)
Gregorius: quicquid ad usum vitae accipimus, ad usum vitiorum
reflectimus. Nec ego praedico tam sacratae societatis separationem,
sed ad breve tempus XXXVI dierum indico abstinentiam. Nam quid
prodest abstinere a carnibus, et carnalia opera non deponere? Qui
enim toto anno in his et aliis deliciis positus vixisti, saltem in
hoc parvo spatio pro Deo cessare debes. Cur enim vir a virtute
corporis vocaris, si hanc virtutem in animo non habueris, ut pro
Deo, qui tibi cuncta dedit, et a quo quotidie maiora petis, decima
parte anni ieiunare non possis?
3.
Nam quisquis subtiliter intuetur, non amplius quam XXXVI dies, qui
sunt decimae anni, in eadem abstinentia reperiuntur. Cum enim annus
integer CCCLXVI diebus constet, si subtrahuntur CCCXXX, totidem
(0646C) quot dixi dies, ieiunio consecrant. Horum ergo sex dierum,
qui etiam cum suis noctibus CL horis constant, decima pars XV horae
sunt. Sed quia ex ipsis integram diem cum sequenti nocte colligere
non valemus, quam praefato numero addentes ieiunio mancipemus, usus
ecclesiasticus statuit, ut quod in illa non redditur, in dominicis
diebus eiusdem temporis, a carne et a carnalibus voluptatibus
ieiunando, adimpleatur. In his etenim, quia in ipso Dei nomine
sacrati sunt, refrigerium cibi impenditur et licentia peccandi
subtrahitur. Datur nobis, quod vitam affert et melius est;
subtrahitur nobis, quod mortem affert et peius est. Quod si hos
vitiis et carnali inquinamento non polluerimus, profecto ex his
plenas integri anni decimas restauramus. Sed quoniam nobis (0646D)
sacro fonte regeneratis, et non iam figurativi, sed veri agni carnes
degustantibus, dictum ab ipso Domino, nisi abundaverit iustitia
vestra plusquam Scribarum et Pharisaeorum, non intrabitis in regnum
coelorum; statuit christiana religio, ut non solum hos triginta sex
propter anni decimas, sed etiam cum his, quatuor qui a capite
ieiunii inchoant, propter tanti mysterii perfectionem, XL dies in
ieiunium mutaret. Hoc etenim quadragesimale ieiunium magnam
auctoritatem habet et a Lege et a Prophetis et ab Evangelio. Nam
legislator Moyses, ut legem acciperet, (0647A) XL diebus ieiunavit.
Similiter Helias maximus Prophetarum, qui curru igneo rapi meruit in
coelum, cum persequebatur a Iezabel, angelico primum cibo pastus,
postea totidem ab omni esca abstinuit”. Incertus 013, Sermones
dominicales, SERMO I. IN SEPTUAGESIMA. <<< >>>
SERMO III. IN DOMINICA PASSIONIS. SERMO II. IN QUADRAGESIMA.
Patrologia Latina. Auctor incertus PL013.
http://mlat.uzh.ch/MLS/xfromcc.php?tabelle=Incertus_013_cps2&rumpfid=Incertus_013_cps2,%20Sermones%20dominicales,%20%20%202&id=Incertus_013_cps2,%20Sermones%20dominicales,%20%20%202&level=3&corpus=2¤t_title=Sermones%20dominicales
.
13https://it.wikipedia.org/wiki/Papa_Urbano_VIII
. https://en.wikipedia.org/wiki/Pope_Urban_VIII
. https://de.wikipedia.org/wiki/Urban_VIII.
https://es.wikipedia.org/wiki/Urbano_VIII
.“Apresentam-se as marcas fundamentais do seu pontificado, o
mecenatismo da família Barberini, o humanismo da corte papal
profundamente marcada peio 'ciceronianismo devoto' e, finalmente, a
faceta do Papa poeta, apresentando, traduzindo e comentando dois
poemas seus. (…) À duração de um pontificado de vinte anos,
com efeito, foi uma das condições que tornaram possível a obra do
reformador, do mecenas, do humanista, do homem, responsável pelo
rosto barroco cia cidade eterna. (…) 2. O mecenato dos
Barberini. (…) A fama de mecenas de escritores e artistas
que granjeara ainda como Núncio em Paris viu-se confirmada em Roma
na sua corte. (…) Mas a obra-prima que mais representa o empenho
de Urbano VIII no mecenato das artes figurativas é o célebre e
magnífico baldaquino que assinala o altar da Confissão na Basílica
de S. Pedro, a que este papa ficaria para sempre especialmente
ligado. (…) Vários familiares seus enriqueceram graças a cargos
e favores por ele atribuídos, o que acabou por se traduzir numa
extensão do mecenato papal para lá da cidade, nomeadamente no
principado de Palestrina, comprado por Cario Barberini, irmão do
Papa. (…) Toda a família dos Barberini se caracterizava por um
particular interesse pela antiguidade, o que se revelava também no
grupo de arqueólogos e antiquários de que se faziam rodear,
sobretudo Francisco Barberini, o cardeal
sobrinho, indiscutível mecenas e cultor das artes e das
letras. (…) Dotado de elevadas pensões e benefícios, exerceu um
dos mais grandiosos mecenatos do séc. XVII em Roma, mesmo
depois da morte do tio, quando os Barberini caem em desgraça
e temporariamente são privados dos seus bens e forçados ao exílio
em França”. CARLOTA MIRANDA URBANO. MAFFEO BARBERINI, URBANO
VIII, OU O PAPA POETA. Universidade de Coimbra.
https://www.uc.pt/fluc/eclassicos/publicacoes/ficheiros/humanitas59/09.pdf
.
14?
15“El
grueso de las mismas se recogen en la sesión XXV del Concilio,
desarrollada durante los días 3 y 4 de diciembre de 1563, y en
ellas se adoptaron importantes decisiones en cuanto al culto a las
imágenes, a las que se oponían tenazmente los reformistas
protestantes. Respecto a ello, la Iglesia Católica se expresó del
siguiente modo:
"Además
de esto, declara que se deben tener y conservar, principalmente en
los templos, las imágenes de Cristo, de la Virgen madre de Dios, y
de otros santos, y que se les debe dar el correspondiente honor y
veneración: no porque se crea que hay en ellas divinidad, o virtud
alguna por la que merezcan el culto, o que se les deba pedir alguna
cosa, o que se haya de poner la confianza en las imágenes, como
hacían en otros tiempos los gentiles, que colocaban su esperanza en
los ídolos; sino porque el honor que se da a las imágenes, se
refiere a los originales representados en ellas; de suerte, que
adoremos a Cristo por medio de las imágenes que besamos, y en cuya
presencia nos descubrimos y arrodillamos; y veneremos a los santos,
cuya semejanza tienen: todo lo cual es lo que se halla establecido
en los decretos de los concilios, y en especial en los del segundo
Niceno contra los impugnadores de las imágenes.
Enseñen
con esmero los Obispos que por medio de las historias de nuestra
redención, expresadas en pinturas y otras copias, se instruye y
confirma el pueblo recordándole los artículos de la fe, y
recapacitándole continuamente en ellos: además que se saca mucho
fruto de todas las sagradas imágenes, no sólo porque recuerdan al
pueblo los beneficios y dones que Cristo les ha concedido, sino
también porque se exponen a los ojos de los fieles los saludables
ejemplos de los santos, y los milagros que Dios ha obrado por ellos,
con el fin de que den gracias a Dios por ellos, y arreglen su vida y
costumbres a los ejemplos de los mismos santos; así como para que
se exciten a adorar, y amar a Dios, y practicar la piedad. Y si
alguno enseñare, o sintiere lo contrario a estos decretos, sea
excomulgado. Mas si se hubieren introducido algunos abusos en estas
santas y saludables prácticas, desea ardientemente el santo
Concilio que se exterminen de todo punto; de suerte que no se
coloquen imágenes algunas de falsos dogmas, ni que den ocasión a
los rudos de peligrosos errores. Y si aconteciere que se expresen y
figuren en alguna ocasión historias y narraciones de la sagrada
Escritura, por ser estas convenientes a la instrucción de la
ignorante plebe; enséñese al pueblo que esto no es copiar la
divinidad, como si fuera posible que se viese esta con ojos
corporales, o pudiese expresarse con colores o figuras. Destiérrese
absolutamente toda superstición en la invocación de los santos, en
la veneración de las reliquias, y en el sagrado uso de las
imágenes; ahuyéntese toda ganancia sórdida; evítese en fin toda
torpeza; de manera que no se pinten ni adornen las imágenes con
hermosura escandaloa; ni abusen tampoco los hombres de las fiestas
de los santos, ni de la visita de las reliquias, para tener
convitonas, ni embriagueces: como si el lujo y lascivia fuese el
culto con que deban celebrar los días de fiesta en honor de los
santos. Finalmente pongan los Obispos tanto cuidado y diligencia en
este punto, que nada se vea desordenado, o puesto fuera de su lugar,
y tumultuariamente, nada profano y nada deshonesto; pues es tan
propia de la casa de Dios la santidad. Y para que se cumplan con
mayor exactitud estas determinaciones, establece el santo Concilio
que a nadie sea lícito poner, ni procurar se ponga ninguna imagen
desusada y nueva en lugar ninguno, ni iglesia, aunque sea de
cualquier modo exenta, a no tener la aprobación del Obispo".
CONCILIO
DE TRENTO, sesión XXV, La invocación, veneración y reliquias de
los santos y de las sagradas imágenes (1653). Biblioteca
Electrónica Cristiana)”. Publicado por Gonzalo Durán en 0:22;
viernes, 8 de mayo de 2009. El Concilio de Trento y el arte.
https://lineaserpentinata.blogspot.com/2009/05/el-concilio-de-trento-y-el-arte.html
.
18Les
Fêtes du Moyen-Age (Paris, Dumoulin, 1853, in-8°) ;
https://fr.wikipedia.org/wiki/Alfred_de_Martonne
. FÊTES (les) du Moyen Âge, religieuses, civiles et militaires.
Par Louis-Georges-Alfred de Martonne; Toulon, impr. d'Eug. Aurel ;
Paris, Dumoulin , 1853, in-8, 1 fr. Dictionnaire de bibliographie
catholique : présentant l'indication et les titres complets de
tous les ouvrages qui ont été publiés dans les trois langues
grecque, latine et française, depuis la naissance du christianisme,
en tous pays, mais principalement en France, pour et sur le
catholicisme, avec les divers renseignements bibliographiques qui
peuvent en donner l'idée la plus complète … J.P. Migne, 1838, p.
1289.
21De
Alfred Maury.
22“Em
Portugal, a ceia de natal recebe o nome de consoada sendo celebrada
na noite do dia 24 de Dezembro, a véspera de Natal. Esta tradição
leva as famílias a reunirem-se à volta da mesa de jantar, comendo
uma refeição reforçada. Por ser uma festa de família, muitas
pessoas percorrem longas distâncias para se juntarem aos seus
familiares. A origem do nome “Consoada” vem do Latim
"consolata", de "consolare",
"consolar". Na tradição católica os fiéis
participavam, ao final da noite, na Missa do Galo. Segundo a
tradição portuguesa, a Consoada consiste principalmente em
bacalhau cozido, seguido dos doces, como aletria, rabanadas,
filhoses e outros doces. Em algumas regiões do país
(principalmente no Norte), o polvo guizado com couves e batatas
também consta da mesa de Natal. Em Trás-os-Montes, peru no forno,
canja de galinha e assados de borrego, porco ou leitão também
marcam o Natal, enquanto na Beira Alta, o cabrito é uma tradição.
No Alentejo e no Algarve, o peru recheado assado são pratos que
podem constar das mesas [Ribeiro, Susana (23 de Dezembro de 2009).
«Portugal à mesa no Natal». Jornal de Notícias. Controlinveste
Media. Consultado em 28 de Dezembro de 2013]. Em Portugal, depois da
Consoada, é tradição fazer a distribuição dos presentes de
Natal. No início do século XII d.C., os presentes eram
distribuídos em nome de S. Nicolau, a 6 de Dezembro. Contudo, a
contra–reforma católica do concílio de Trento (1545 – 1563)
passou essa função ao Menino Jesus, sendo a distribuição feita
no dia 25 de Dezembro, assinalando a data do nascimento de Jesus.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ceia_de_Natal
. https://www.viajecomigo.com/2014/12/26/gastronomia-natal-portugal/
. https://www.viajecomigo.com/autora/
.
24“Nesta
mesma perspectiva, outras produções exponenciais da erudição e
pesquisa histórica crítica desenvolvida nos meios católicos podem
também ser citadas, como a obra do jesuíta Denis Petau
(1583 – 1652), que repercutirá até as escolas de Tübingen
e a romana, no decorrer dos Oitocentos; de Louis
de Le Nain de Tillemont (1637–1698), com seus 15 volumes de
Mémoires pour servir à l´histoire
ecclésiastique des six premiers siècles; do oratoriano
Thomassin (1619-1695), com seus Dogmes
théologiques.... (Prien, 1986:
80; Sesboüé; Theobald, 2006: 169). Com isso, paulatinamente,
delineou-se uma cisão entre a busca de exatidão histórica, de um
lado, e a sensibilidade e literatura devotas e hagiográficas, de
outro, cultivadoras do afetivo e do extraordinário”. Coleção
Seminário Brasileiro de História da Historiografia. História da
Historiografia Religiosa. Virgínia A. Castro Buarque
(organizadora). 2012 . Editora UFOP. http//:www.ufop.br
e-mail: editora@ufop.br .
Tel.: 31 3559-1463 Telefax.: 31 3559-1255. Centro de Vivência |
Sala 03 | Campus Morro do Cruzeiro.35400.000 | Ouro Preto | MG ,
http://www.editora.ufop.br/index.php/editora/catalog/download/142/113/371-1?inline=1
.
25“A
festa da Lupercália simbolizava a purificação que devia acontecer
em Roma ao fim do ano (que começava em março). Anualmente, um
corpo especial de sacerdotes, os luperci sodales (lupercos sodais)
eram eleitos entre os patrícios mais ilustres da cidade. (…)
Tratava-se também dum rito de passagem, simbolizando a morte e a
ressurreição, celebrando assim a vida. Caracterizadas pela
licenciosidade, tinham características adotadas mais tarde nas
festas de Carnaval”. https://pt.wikipedia.org/wiki/Luperc%C3%A1lia
28Nouveaux
Mémoires d'histoire, de critique et de littérature, Paris,
1749-1758, 7 vol. in-12
.https://fr.wikipedia.org/wiki/Antoine_Gachet_d%27Artigny
.
29https://en.wikipedia.org/wiki/Vienne,_Is%C3%A8re
. História do riso e do escárnio. Georges Minois. UNESP. 2003, p.
330. O objetivo do historiador francês Georges Minois é
reencontrar as maneiras como o ser humano utilizou o riso ao longo
da História. O humor, para o autor, é, portanto, um fenômeno que
pode esclarecer, em parte, a evolução humana. O riso é uma das
respostas fundamentais do ser humano perante o dilema da existência.
Verificar como ele foi e é utilizado ao longo da História
constitui o objetivo deste livro. Exaltar o riso ou condená-lo,
para o autor, revela a mentalidade de uma época e sugere uma visão
de mundo, podendo contribuir para esclarecer a própria evolução
humana.
30MAURY,
Alfred. Magia e Astrologia. Biblioteca Hermética. Rio de Janeiro:
Artenova, 1972, pp. 124 – 126
32Sábado
de Zé Pereira e Terça-Feira Gorda. Saiba a origem dos nomes fev
17, 2007 by Marco Bahe .
http://acertodecontas.blog.br/atualidades/sabado-de-ze-pereire-e-terca-feira-gorda-saiba-a-origem-dos-nomes/
.
https://historiacomgosto.blogspot.com/2013/03/olinda-pernambuco-o-brasil-colonial-no.html
. http://www.educacaopublica.rj.gov.br/cultura/folclore/0013_12.html
. http://www.educacaopublica.rj.gov.br/cultura/folclore/0009.html
.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Carnaval_de_Pernambuco#cite_ref-PE_2-1
.https://pt.wikipedia.org/wiki/Z%C3%A9_Pereira
.
33SUPLEMENTO
CULTURAL. Diário Oficial. Estado de Pernambuco. Ano X. fevereiro de
1997. Histórias do Carnaval Parte I. Ensaios de carnaval por
Leonardo Dantas Silva. “Mas às vezes acontece o raro de um e
outro serem a mesma pessoa e se chamarem Leonardo Dantas Silva.
Desde muito cedo ele vive e lê o carnaval, fazendo história e
fazendo a história dessa festa quase sinônimo de povo brasileiro.
Das três vezes que o carnaval foi assunto do Suplemento Cultural,
em sua nova fase, Leonardo Dantas Silva participou das três. Nesta
agora, publicamos uma síntese de sua já pronta história do
carnaval do Recife. O que é o frevo, qual sua origem, quem são os
seus principais intérpretes. Como se originou o maracatu. Quais
foram os primeiros blocos. De que modo se brincava o carnaval nos
primeiros anos do Brasil. Tudo isso é respondido na série de
ensaios escritos por Dantas Silva, e ainda mais: quando se começou
e se deixou de usar oficialmente lança-perfume? O que são
confetes, serpentinas e em que período entraram na paisagem do
Carnaval?”.
http://www.revivendomusicas.com.br/curiosidades_01.asp?id=84
.
34"Urbain
Souchu de Rennefort".
https://fr.wikipedia.org/wiki/Urbain_Souchu_de_Rennefort
.
37Naukeurige
Beschrijvinge der Afrikaensche Gewesten.
https://en.wikipedia.org/wiki/Description_of_Africa_(1668_book)
.
38“It
was first published in Amsterdam by Jacob van Meurs in 1668, and a
second edition appeared in 1676. A German translation was issued in
1670, as was the English translation, often attributed to John
Ogilby, as Africa in 1670. A French translation also appeared
in 1676. All of these translations have problems with
occasional mistranslations but more significantly, abbreviation of
the contents. The German and English versions are the most faithful,
both in translation and inclusion of the original material, the
French edition is generally regarded as quite deficient”.
40Bowdich,
Thomas Edward (1819), Mission from Cape Coast Castle to Ashantee,
with a statistical account of that kingdom, and geographical notices
of other parts of the interior of Africa, London: J. Murray.
https://archive.org/details/missionfromcapec00bowd/page/n8
.
41Histórias
do Carnaval Parte II . Ensaios de carnaval por Leonardo Dantas
Silva. MARACATU É NOTÍCIA EM PERNAMBUCO DESDE 1666. A coroação
dos reis negros já era conhecida na França e Espanha no século
15SUPLEMENTO CULTURAL. Diário Oficial. Estado de Pernambuco. Ano X.
fevereiro de 1997.
http://www.revivendomusicas.com.br/curiosidades_01.asp?id=108
.
42Leonardo
Dantas - Esquina quarta, 15 de fevereiro de 2017. MARACATUS, A
PRESENÇA DA ÁFRICA NO CARNAVAL DO RECIFE. Maracatu Elefante –
Dona
Santahttp://www.raimundofloriano.com.br/views/Comentar_Post/maracatus-a-presenca-da-africa-no-carnaval-do-recife-aKpCNr4akSt1Gu4dTTob
.
43Vídeo
“Cultura Brasileira — Aula 5 —“Carnavalizar a cultura”; de
Luiz Jean Lauand e Luiz Costa Pereira Júnior;
https://www.youtube.com/watch?v=-agRq5NPwBk; da UNIVESP,
https://www.youtube.com/channel/UCBL2tfrwhEhX52Dze_aO3zA.
http://www.jeanlauand.com/pagen5.html
.
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48134/tde-21072011-131554/pt-br.php
. https://www.escavador.com/sobre/2667995/luiz-costa-pereira-junior
. http://seguranotexto.blogspot.com/
. Universidade Virtual do Estado de São Paulo. UNIVESP. Publicado
em 30 de jul de 2014.
45Fernando
Penteado . Embaixador do samba de são paulo; diretor de harmonia da
Vai Vai.
46Carnaval/SP.
Fernando Penteado abre o coração e fala sobre história e
tradição. 19/06/2018 às 15h03 - Por Odirley Isidoro.
http://www.srzd.com/colunas/fernando-penteado-abre-o-coracao-fala-sobre-historia-e-tradicao/
.
47“Nossa
grande professor Fernando Penteado compositor, diretor de harmonia
da Vai-Vai, embaixador do (…), explicou o motivo do dia 2 de
dezembro ser o dia nacional do nosso samba popular,
confiram”. DA ORIGEM: Fernando Penteado. Diretor de Harmonia da
Escola de Samba Vai-Vai . Embaixador do Samba Paulista. Membro da
Academia dos Baluartes do Samba de São Paulo. Diretor Cultural da
UESP “União das Escolas de Samba Paulistanas”.
https://www.facebook.com/sociodosamba/posts/nossa-grande-professor-fernando-penteado-compositor-diretor-de-harmonia-da-vai-v/557876444292427/
.
48https://www.fatosdesconhecidos.com.br/7-coisas-que-voce-aprende-indo-em-um-terreiro-de-umbanda/
. Glossary of the Tribes and Castes of the Punjab
and North West Frontier Province. Sir Denzil Ibbetson, Maclagan.
Asian Educational Services, 1990, p. 332. [Eunuchs]. Based On The
Census Report For The Punjab, 1883, By The Late Sir Denzil Lbbetson
And The Census Report For The Punjab, 1892, By Sir Edward Maclagan
And Complied By H.A. Rose. “Gira ou Jira
(no idioma quimbundo nijra, caminho) na Umbanda, é a reunião, o
agrupamento de vários espíritos de uma determinada categoria, que
se manifestam através da incorporação nos médiuns. A
gira pode ser festiva, de trabalho ou de treinamento.
https://deskgram.net/p/1666727817326377304_6342224351
. https://deskgram.net/explore/tags/orisabrasil
.
https://tede2.pucsp.br/bitstream/handle/20308/2/Gislene%20Alves%20Marian.pdf
.
4913/01/2016
13h16 - Atualizado em 13/01/2016 13h16. Carnaval 2016 em SP: saiba
por que as baianas giram tanto na avenida.
http://g1.globo.com/sao-paulo/carnaval/2016/noticia/2016/01/carnaval-2016-em-sp-saiba-por-que-baianas-giram-tanto-na-avenida.html
.
50Paulo
Freire: pedagogía del diálogo. Canal22. Publicado em 11 de jun de
2017. "Enseñar exige saber escuchar" Paulo Freire. A
través de animaciones, el director Diego Lizarazo Arias, representa
la forma en que el pedagogo Paulo Freire interpreta la represión de
las lenguas, así como todo lo que significó la imposición del
castellano para las culturas prehispánicas. www.canal22.org.mx
. Twitter: @Canal22. https://www.facebook.com/Canal22Mexico/
. Instagram:
canal22oficialhttps://www.youtube.com/watch?v=Cz5_dujSuFQ
.
52Interferencias
- Irrupciones al sentido común. "La llama única del carnaval
es la llamada a renovar el mundo" Mikhail Bakhtin. En esta
cápsula, Diego Lizarazo Arias, realiza una analogía entre los
cambios sociales y los elementos que conforman un carnaval.
www.canal22.org.mx
.Twitter: @Canal22 . https://www.facebook.com/Canal22Mexico/
. Instagram: canal22oficial . Canal22. Publicado em 11 de jun de
2017.
53“Zaniratti
é educador, professor de historia, e Youtuber do Canal Subtexto do
Texto”.
54“Sátira
é uma forma de participar politicamente. A Carnavalização!”.
SubTexto do Texto. Publicado em 1 de fev de 2018
https://www.youtube.com/watch?v=lP76Cc0ESAM
.
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